Nosso relacionamento com o planeta como um todo, ou seja, nossa forma de interação com ele, os animais, as plantas, o meio ambiente e os demais seres humanos, nada mais é que uma amostra da imaturidade e leviandade com que encaramos nossa própria sobrexistência no Universo.

    Ainda que existam incontáveis organizações governamentais e não-governamentais que se propõem a cuidarem da preservação do meio ambiente e seus ecossistemas, cobrando de todos mais cuidado com a Natureza, temos observado que a cada ano mais e mais se descuida da preservação do próprio ser humano.

    Parece até que o ecossistema que inclui o homem, não merece atenção ou cuidados. Respeitar um animal indefeso em seu habitat, plantar uma árvore e educar as crianças para defender a natureza não é apenas buscar um novo e mais racional tipo de relacionamento do Homo sapiens com o planeta. Também é, principalmente, procurar encontrar o caminho para um novo relacionamento inter hominis.

    É preciso que aconteça uma inversão na situação existente, em que o domínio é mantido por uma minoria enriquecida, com todos os recursos de produção e consumo, enquanto a maioria da população do planeta permanece na miséria, passando fome, numa vida de baixíssimo padrão de qualidade.

     

    E o decepcionante é percebermos que essa fatia minoritária da população que pode contar com riquezas e alto padrão de qualidade de vida e que se vangloria de defender a vida no planeta, é justamente a que mais explora o próprio ser humano e a própria Natureza, degradando-a com seus dejetos industriais e destruindo-a com a super exploração dos recursos naturais.

    Os seres humanos, ainda que aparentemente isso seja muito pouco lembrado, também fazem parte da natureza. Logo, não é suficiente apenas defender fauna e flora silvestres. É fundamental que se trabalhe no sentido de melhorar a qualidade de vida da espécie humana como um todo, principalmente nas populações empobrecidas e que, justamente por causa da extrema falta de recursos materiais, é a mais vitimada por doenças decorrentes de carências alimentares e de maus hábitos de asseio e higiene.

    Movimentos e Motivações

    Não se trata de paralisar movimentos que visam proteger, por exemplo, os beija-flores, mas canalizar recursos para cuidar de crianças de rua. Trata-se, isso sim, de estabelecer uma política social que permita não apenas cuidar da preservação de beija-flores mas também cuidar da preservação do ser humano de tal forma que a criança de rua deixe de ser algo tão comum e recorrente na sociedade.

    O que deveriam existir, são crianças iguais entre si e em todas as partes do mundo, com idênticos direitos à educação, à saúde, à higiene e… à cidadania.

    Políticos do mundo inteiro têm de abrir os olhos para a evidência estampada em todos os países: a qualidade de vida depende intrinsecamente da preservação do meio ambiente, da manutenção da fauna e flora, do equilíbrio dos ecossistemas e da exploração racional dos recursos naturais. Assim, por exemplo, não pode haver boa saúde populacional se não houver água preservada, se o ar estiver poluído, se os alimentos estiverem contaminados.

    A preservação da Natureza precisa ser enfocada pelo prisma da preservação do próprio ser humano e isso deve começar, antes de mais nada, pela melhoria da educação das crianças, pelo direcionamento do ensino no sentido de evitar a degradação do meio ambiente e o desperdício de todo e qualquer recurso natural.

    Por isso é que a defesa da natureza tem de ser encarada cada vez mais de modo mais globalizado com enfoque para o próprio homem, o único responsável pela destruição do meio ambiente e por essa razão, pela preservação de sua própria existência neste planeta. Uma existência no mínimo digna, com possibilidades para cada um buscar seu próprio caminho para a felicidade.

    Campanha: Dia da Árvore e Dia de Proteção à Fauna 2019

    Todos os anos, o Horto Florestal, em Campos do Jordão, promove ações de conscientização a respeito da preservação da natureza. Entre os dias 21 e 22 de Setembro, o Parque Estadual, chama a atenção da população para o desmatamento das florestas, tráfico de animais silvestres e ocupação humana desenfreada com um Evento Especial, aberto ao público.

    Frente à relação direta dentre os temas das datas e os problemas enfrentados com os incêndios florestais (em nível nacional e no contexto regional) o evento pretende abordar a preservação das florestas e a defesa da fauna no âmbito do combate às queimadas.

    Confira a seguir, mais detalhes sobre o evento e a programação completa do Dia da Árvores e Dia de Proteção à Fauna 2019 no Parque Estadual Campos do Jordão:

    Data: 21/09 – Ação comemorativa ao Dia da Árvore e Dia de Proteção à Fauna.
    Horário: 09h – Abertura da exposição fotográfica “Aves da Mata Atlântica” (ficará aberta para visitação até o dia 27/09).
    Horário: 09h30 às 12h – Apresentação breve sobre o parque, seu contexto histórico e aspectos da fauna, flora e problemática dos incêndios florestais. Saída monitorada para trilha abordando os principais aspectos discutidos na apresentação.
    Local: Parque Estadual Campos do Jordão.

    Data: 24/09 – Ação comemorativa ao Dia da Árvore e Dia de Proteção à Fauna voltada para universitários da área de educação e professores do ensino infantil e fundamental de Campos do Jordão e Região.
    Horário: 09h às 11h – Apresentação breve sobre o parque, seu contexto histórico e aspectos da fauna, flora e problemática dos incêndios florestais. Saída monitorada para trilha abordando os principais aspectos discutidos na apresentação enfocando a abordagem em sala de aula.
    Local: Parque Estadual Campos do Jordão.

    Quem pode participar do evento? Estudantes de nível médio e superior, professores do ensino infantil e fundamental, visitantes do Parque e outros interessados pelo tema.

    Inscrições e Requisitos: Inscrições antecipadas de 12/01 a 20/09/19 no link https://bit.ly/2mm1NnS Necessário levar água, vestimentas e calçados adequados para as atividades práticas ao ar livre.

    Parceiros e Apoiadores: Empresa Urbanes Campos (Concessionária do Uso Público), Prefeitura Municipal de Campos do Jordão através da Secretaria Municipal de Educação, Instituto Federal de São Paulo – Campus Campos do Jordão e Câmara Técnica de Educação Ambiental do Conselho Gestor do PECJ, Altus Turismo Ecológico, Zoom Aventura, o Trenzinho Florestal e Balão Virtual.

    Expectativa da UC: Promover um evento educativo que estreite a relação dos participantes com a natureza local, sensibilizando sobre a importância da proteção de nossas vegetações e fauna regional, as problemáticas dos incêndios florestais no Brasil e em nossas Unidades de Conservação e o papel do Parque nesse contexto.

    Serviço:

    Telefone de contato e horário de atendimento:
    (12) 3663-3762/ (12) 3663-1977/ (12) 3663-3804. Atendimento de segunda-feira a sexta-feira das 8h às 17h.

    Endereço: Parque Estadual Campos do Jordão – Av. Pedro Paulo, s/n. Horto Florestal

     


    Fonte: Jornalismo Colaborativo

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